Ela se vendeu por miséria e hoje paga um alto preço.
Muito mais caro que as barganhas da vida.
Ela se afogou em falsas aventuras em troca de sua inocência.
E hoje se afoga em solidão.
Mas não precisa de todas essas máscaras comigo.
Eu te amo até de rosto limpo.
Se quiser dividimos seu castigo.
Pra mim não precisa forçar sorrisos perfeitos.
Eu adoro até os seus defeitos.
Me casaria com cada um deles.
Seus lábios mentem para mim.
Mas seus olhos me falam a verdade.
Você me acha um cara legal, mas gosta mesmo é dos maus.
E eu seria incapaz de te fazer sofrer, pra te fazer me amar.
Bom saber que eu sirvo ao menos pra te consolar.
E pra te ouvir falar dos seus casos tão normais.
Pode saber que toda vez que você errar, e estiver pensando em voltar, eu vou estar aqui te esperando.
Crônicas deste, e de outros mundos.
Relatos de quase-histórias que nem sempre aconteceram.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Cavalo de aço.
Bater racha, bate-e-volta, empinar.
Mandar zerinho, fritar.
Descarga barulhenta, cortando o giro.
Fazer gritar, dar tiro.
Subir na calçada, no meio fio, nó cego.
Pegar BR, estrada de terra.
Pilotar na chuva, no sol, na noite, na guerra do corredor.
Zuar demais, vento na cara.
Tomar tombo, carregar na garupa, derrapar no óleo.
Da rolé de galera, dobrar na reduzida, levantar no quebra-mola.
Sem as mãos, sem medo, sem lei.
Essa é minha praia, minha viagem, minha vibe, minha vida.
Acelerando até o talo, estilo cachorro louco.
Mandar zerinho, fritar.
Descarga barulhenta, cortando o giro.
Fazer gritar, dar tiro.
Subir na calçada, no meio fio, nó cego.
Pegar BR, estrada de terra.
Pilotar na chuva, no sol, na noite, na guerra do corredor.
Zuar demais, vento na cara.
Tomar tombo, carregar na garupa, derrapar no óleo.
Da rolé de galera, dobrar na reduzida, levantar no quebra-mola.
Sem as mãos, sem medo, sem lei.
Essa é minha praia, minha viagem, minha vibe, minha vida.
Acelerando até o talo, estilo cachorro louco.
Uma vez me fizeram uma pergunta a qual não sabia responder. Perguntaram-me: “o que te deixaria feliz?"
Pensei, e depois de muito tempo percebi que várias coisas e fatos já me fizeram feliz. E ainda fazem. Concluí também que a felicidade consiste em momentos os quais muitas vezes só percebemos depois que já passou e não temos mais. Felicidade é o tempo. Toda hora somos felizes e tristes também. Ela esta nos detalhes que a vida jamais vai conseguir explicar. Temos que viver pra depois recordar e dizer aquela velha frase: "eu era feliz e não sabia".
(Original por Paola Maciel)
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
...
Desconheço a sua linguagem, não a linguagem corporal de pequenos segredos, sim a linguagem distante, de um mundo completo, na noite benzida de estranheza, vago na certeza de que na virada das coisas ainda seria as coisas na sua força maior, na continua voz dos pequenos instantes, menina de depois do mar.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Surucutacu.
A barca negra rasga a noite feroz, os homens-ferro com olhos de águia segurão máquinas de matar, forjadas no aço do orgulho e no fogo do desejo de domínio.
Poder, ou sentimento de poder.
A missão nada mais é doque complementar a mistura do mês.
Fim-de-ano, você sabe como é né companheiro?
Me ajuda que eu te ajudo.
Abordagem padrão, procedimento cumprido com perfeição.
Tem algo errado.Sempre tem. Tem que ter.
"Ô cidadão, como é que faz? O homem lá em cima te dá uma moral, mas tem que ventar né primo?"
Chutar cachorro morto. Essa é a expressão.
"O doutor, o senhor perdoa, mas é que hoje a situação ta difícil."
Então sinto lhe informar, mas ela acaba de piorar.
Poder, ou sentimento de poder.
A missão nada mais é doque complementar a mistura do mês.
Fim-de-ano, você sabe como é né companheiro?
Me ajuda que eu te ajudo.
Abordagem padrão, procedimento cumprido com perfeição.
Tem algo errado.Sempre tem. Tem que ter.
"Ô cidadão, como é que faz? O homem lá em cima te dá uma moral, mas tem que ventar né primo?"
Chutar cachorro morto. Essa é a expressão.
"O doutor, o senhor perdoa, mas é que hoje a situação ta difícil."
Então sinto lhe informar, mas ela acaba de piorar.
Travessia
Não era o mesmo que engravidar a vida com as gravidades da noite. Mas que gravidade? Não estava mais na mira das coisas, pois foi posto de lado pelos fatos da vida em que o ilumina pelo retirar, pelo eliminar, esvaziando o prato da soberba, vai beba essa bebida colhida com ingratidão das mão de tudo pode.
Entregue nas veias do caminho, lhe parecia cada vez mais uma distancia desértica, uma falência múltipla, pois se cobria com as folhas das culpas que no fundo recolhias, que na alma expandia, e no coração fazia um leito vazio.
Por seis meses na escuridão das incertezas certas de si mesmas, nos parapeitos da retenção, na vacuidade desse manto que cobre não só o rosto mas cobre o peito de voz rouca e tosse profunda, tossir a vida na noite do algoz.
Mas a manta se deixa deitada na relva, pois ainda o tempo o mostrara que na selva encontraras as portas do éden, encararás novamente o anjo o mesmo anjo que o trouxe até aqui nas crônicas deste e de outros mundos.
Thiago Mendes
Entregue nas veias do caminho, lhe parecia cada vez mais uma distancia desértica, uma falência múltipla, pois se cobria com as folhas das culpas que no fundo recolhias, que na alma expandia, e no coração fazia um leito vazio.
Por seis meses na escuridão das incertezas certas de si mesmas, nos parapeitos da retenção, na vacuidade desse manto que cobre não só o rosto mas cobre o peito de voz rouca e tosse profunda, tossir a vida na noite do algoz.
Mas a manta se deixa deitada na relva, pois ainda o tempo o mostrara que na selva encontraras as portas do éden, encararás novamente o anjo o mesmo anjo que o trouxe até aqui nas crônicas deste e de outros mundos.
Thiago Mendes
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Paralelepípedos
Fitava os paralelepípedos.
Embebedado em um perfume preto, exalava o cheiro de grito na calada da noite.
Quebrava todas as esquinas cambaleante devido ao efeito do cinza na pele.
A cinza na gola.
O verde dos risos, a brincadeira sem graça.
Fumaça não preenche vazio, nunca preencheu.
A roda de bailarinos piadistas em uma praça o levou longe, refletiu sobre a farsa que era aquilo, o medo que escorria pelos olhos de cada mentiroso.Não quero mais.
O escuro tom de gandaia mostrou que lá longe tem esperança, tornou claro que existe vida além da noite, riso além da mágoa, e que o buraco no peito só crescia quando ele queria.
Se estava confuso era segredo seu.
Mas distante não mais.
Embebedado em um perfume preto, exalava o cheiro de grito na calada da noite.
Quebrava todas as esquinas cambaleante devido ao efeito do cinza na pele.
A cinza na gola.
O verde dos risos, a brincadeira sem graça.
Fumaça não preenche vazio, nunca preencheu.
A roda de bailarinos piadistas em uma praça o levou longe, refletiu sobre a farsa que era aquilo, o medo que escorria pelos olhos de cada mentiroso.Não quero mais.
O escuro tom de gandaia mostrou que lá longe tem esperança, tornou claro que existe vida além da noite, riso além da mágoa, e que o buraco no peito só crescia quando ele queria.
Se estava confuso era segredo seu.
Mas distante não mais.
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