A barca negra rasga a noite feroz, os homens-ferro com olhos de águia segurão máquinas de matar, forjadas no aço do orgulho e no fogo do desejo de domínio.
Poder, ou sentimento de poder.
A missão nada mais é doque complementar a mistura do mês.
Fim-de-ano, você sabe como é né companheiro?
Me ajuda que eu te ajudo.
Abordagem padrão, procedimento cumprido com perfeição.
Tem algo errado.Sempre tem. Tem que ter.
"Ô cidadão, como é que faz? O homem lá em cima te dá uma moral, mas tem que ventar né primo?"
Chutar cachorro morto. Essa é a expressão.
"O doutor, o senhor perdoa, mas é que hoje a situação ta difícil."
Então sinto lhe informar, mas ela acaba de piorar.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Travessia
Não era o mesmo que engravidar a vida com as gravidades da noite. Mas que gravidade? Não estava mais na mira das coisas, pois foi posto de lado pelos fatos da vida em que o ilumina pelo retirar, pelo eliminar, esvaziando o prato da soberba, vai beba essa bebida colhida com ingratidão das mão de tudo pode.
Entregue nas veias do caminho, lhe parecia cada vez mais uma distancia desértica, uma falência múltipla, pois se cobria com as folhas das culpas que no fundo recolhias, que na alma expandia, e no coração fazia um leito vazio.
Por seis meses na escuridão das incertezas certas de si mesmas, nos parapeitos da retenção, na vacuidade desse manto que cobre não só o rosto mas cobre o peito de voz rouca e tosse profunda, tossir a vida na noite do algoz.
Mas a manta se deixa deitada na relva, pois ainda o tempo o mostrara que na selva encontraras as portas do éden, encararás novamente o anjo o mesmo anjo que o trouxe até aqui nas crônicas deste e de outros mundos.
Thiago Mendes
Entregue nas veias do caminho, lhe parecia cada vez mais uma distancia desértica, uma falência múltipla, pois se cobria com as folhas das culpas que no fundo recolhias, que na alma expandia, e no coração fazia um leito vazio.
Por seis meses na escuridão das incertezas certas de si mesmas, nos parapeitos da retenção, na vacuidade desse manto que cobre não só o rosto mas cobre o peito de voz rouca e tosse profunda, tossir a vida na noite do algoz.
Mas a manta se deixa deitada na relva, pois ainda o tempo o mostrara que na selva encontraras as portas do éden, encararás novamente o anjo o mesmo anjo que o trouxe até aqui nas crônicas deste e de outros mundos.
Thiago Mendes
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Paralelepípedos
Fitava os paralelepípedos.
Embebedado em um perfume preto, exalava o cheiro de grito na calada da noite.
Quebrava todas as esquinas cambaleante devido ao efeito do cinza na pele.
A cinza na gola.
O verde dos risos, a brincadeira sem graça.
Fumaça não preenche vazio, nunca preencheu.
A roda de bailarinos piadistas em uma praça o levou longe, refletiu sobre a farsa que era aquilo, o medo que escorria pelos olhos de cada mentiroso.Não quero mais.
O escuro tom de gandaia mostrou que lá longe tem esperança, tornou claro que existe vida além da noite, riso além da mágoa, e que o buraco no peito só crescia quando ele queria.
Se estava confuso era segredo seu.
Mas distante não mais.
Embebedado em um perfume preto, exalava o cheiro de grito na calada da noite.
Quebrava todas as esquinas cambaleante devido ao efeito do cinza na pele.
A cinza na gola.
O verde dos risos, a brincadeira sem graça.
Fumaça não preenche vazio, nunca preencheu.
A roda de bailarinos piadistas em uma praça o levou longe, refletiu sobre a farsa que era aquilo, o medo que escorria pelos olhos de cada mentiroso.Não quero mais.
O escuro tom de gandaia mostrou que lá longe tem esperança, tornou claro que existe vida além da noite, riso além da mágoa, e que o buraco no peito só crescia quando ele queria.
Se estava confuso era segredo seu.
Mas distante não mais.
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